A futurística década de 60

Os anos 60 são marcados por várias mudanças e acontecimentos, como a ida do homem a lua que influenciou muito a moda da época. A cor da década de 60 passou a ser o branco, usava-se prateado e metal que remetia a tecnologia daqueles dias, e foi o motivo pelo qual os anos 60 foi chamado de futurístico.

Quando os homens voltaram da guerra lá na década de 40, muitas mulheres engravidaram e aconteceu o fenômeno conhecido como “Baby Boom” . Por isso, a jovialidade estava presente na moda, pois os bebês nascidos nesse  fenômeno da pós-Segunda Guerra, eram adolescentes e jovens na década de 60.

A guerra do Vietnã fazia-se presente, conflitos raciais nos EUA também. Os jovens faziam rebeliões por todo o mundo, e assim os anos 60 foram se estruturando.

Nessa época surgem os jovens Beatles, de Liverpool. Jimmy Hendrix ganha uma força gigantesca e a geração “faça amor, não faça guerra” da época tinha jovens engajados e concientes, conversavam, debatiam e faziam movimentos estudantis que, em sua maioria, saiam da Inglaterra.

The Beatles

Jimmy Hendrix

Na moda alguns nomes foram de extrema importância, como André Courrèges, responsável pelo uso de materiais alternativos na moda, além de suas minissaias; Pierre Cardin, com seus cortes e formas impecáveis em seus looks espaciais de muita inspiração nos aspectos do futuro, além de ter sido o primeiro costureiro a licenciar seu nome para outros produtos; Paco Rabanne que era um metalúrgico e fazia suas roupas de forma inusitada, trocava o tecido por placas de metal. Foi ele quem fez a roupa do filme Barbarella e o filme brasileiro A dona da história. Hoje, a boutique “Paco Rabanne” não existe mais, porém seus cosméticos e maquiagens continuam sendo vendidos e algumas coleções capsulas aparecem de vez em quando.

Pierre Cardin
Paco Rabanne
Figurino Barbarella por Paco Rabanne
Figurino A dona da história por Paco Rabanne

Yves Saint Laurent, abriu sua própria Maison em 1960, com idéias inovadoras em suas criações. Como tubinho com desenhos do pintor Mondrian, a coleção mais famosa dele.

Da inglaterra, vieram influências como a de Mary Quant, iniciou sua carreira como modelo e mais tarde, como estilista. Era dona de um brechó chamado “Bazaar” e ao experimentar uma saia de criança, difundiu o uso da minissaia e da meia-calça. Também de Londres, veio a boutique “Biba” de Barbara Hulanicki com estampas op art.

Fachada da Boutique Biba
Bazaar

Da Itália, a grande influencia foi de Emílio Pucci, conhecido por suas estampas ultracoloridas, geométricas e curvilíneas, e foi admirado e copiado no mundo todo (inclusive nos dias de hoje).

Outros nomes que marcaram a época foram Twiggy, a 1º top model da Moda, tinha os olhos maquiados como os “olhos de boneca” com delineador e rímel, que ficam em alta na época por conta dela. Deu origem á primeira boneca Barbie dos anos 60.

Twiggy

Andy Warhol também teve grande importante tanto na arte, quanto na moda. Ele foi o responsável por popularizar a arte, no sentido de que todos puderam ter acesso a ela, pois até então arte era acessível apenas para colecionadores. Ele começou a pintar coisas consideradas banais e dizia que aquilo também era arte, como uma banana, uma latinha de sopa ou uma garrafa de coca-cola.

Suas obras tinham muita influência do Op Art e Pop art, que marcaram muito a década de 60.

E Jean Charles Castelbajac, que ficou conhecido por pegar a pintura feita por Warhol, da sopa Campbell e printar em uma peça de roupa.

A moda nos anos 60 é considerada retangular, como a dos Anos 20, a diferença é que nos anos 20 a marcação era no quadril, na década de 60 não. Alguns pontos importantes que marcaram a moda nesse período, foram as estampas de op art, pop art, arabescos, e muitas cores. Os tecidos sintéticos estavam ai, facilitando a intensidade das cores, já que eles evidenciam melhor as tonalidades do que os tecidos de fibra natural. O xadrez também era muito usado, o micro tule, organza e entre outras transparências estavam em alta com os bordados aplicados que deram origem aos brocados da década de 70. A estampa Pied-de-Poule (ou como alguns chamam, “pé de galinha”) era a padronagem do período. O uso de botões grandes e o azul, rosa, verde e, principalmente, o branco eram as cores predominantes da época.

Pied-de-Poule

Meias de crochê 3/4 com as minissaias; botinhas; roupas de metal, vinil, e plástico também faziam parte da moda da época.

Os biquinis eram usados, e para as mulheres grávidas, que não eram podiam mostrar suas barrigas, tinham as “batas” que tampavam a barriga quando iam á praia.

Jaqueline Kennedy foi uma grande formadora de opinião da época, o que ela usava era copiado mundo a fora. O tailler curtinho com mangas 3/4, combinando com a saia justa era típico da década de 60 e o look favorito de Jaqueline

Jaqueline e John Kennedy
Jaqueline Kennedy

A moda masculina desse período se transformou muito. Jaquetas com zíper, golas altas, tecidos sintéticos, botas, e camisas coloridas começaram a fazer parte do guarda roupa masculino. Além do xadrez e dos blazers variados. A bainha da calça era mais curta (Hoje em dia, os italianos tem usado as mesmas bainhas curtas com meias coloridas e diferentes). O corsário e blusa combinando com o short também era usado por eles.

  

 

*Post escrito por mim, Lala Zeferino, com base nos meus estudos em livros e nas aulas de História da Moda ministrada pela Professora Monica Mansur.

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