O multiculturalismo dos anos 70

Em 1969, houve um grande festival de música pop chamado Woodstock. O festival recebeu muito mais visitantes que o esperado e lá aconteceu a grande difusão dos conceitos hippies para todos os jovens do mundo. Que deu início a um dos movimentos dos anos 70, os hippies.
Muitos desses hippies vieram dos jovens da década de 60, os jovens do “Faça Amor, não faça guerra”, vindos do fenômeno babyboom.
Usavam muitos babados; calça boca de sino; multiestampas; cabelos longos e o multiculturalismo estava em alta nesse período. A idéia do DIY começa e a customização também. Havia o reaproveitamento de tecido, não por questões de sustentabilidade, mas porque muitos desses jovens saíam de suas casas e iam morar nas ruas e usavam as mesmas roupas roupas por vários dias, até que elas se desgastavam ou se rasgavam. (E é daí que tiramos a idéia de rasgar as nossas calças jeans). Eles tinham então que costumizar suas peças, e reaproveitar outros tecidos, por isso havia um mix de estampas e cores muito grande. A calça boca de sino é decorrida dessa época também, pelo fato das calças rasgarem, os hippies iam colocando mais e mais tecidos de estampas, cores e padronagens diferentes nas laterais fazendo que a barra da calça se abrisse cada vez mais, surgindo então a boca de sino. Um dos filmes que melhor retrata o movimento hippie daquela época é o filme Hair.

 

O jeans passa a ser fundamental entre os jovens pois eram duráveis, resistentes, baratos e combinavam com tudo. (Até hoje são assim, tirando a parte de serem baratos). Haviam também macacões com decotes profundos e claro, com a barra boca de sino. Casacos, cacharel e botas são características marcantes dos anos 70, além das estampas florais, mix de estampas e de cores. Os turbantes voltam, influenciados pela cultura muçulmana, e tinham também as batas Indianas.
Os homens usavam um sapato chamado Cavalo de aço, as camisas eram muito coladas, ternos muito coloridos e usavam tricô.
Os sapatos dockside aparecem na moda, e os clogs e anabela continuam em alta nos anos 70.
 
 
Começaram também as artes de rua, assim como a cultura indiana, o yoga e a espiritualidade.
Um nome importante dessa época foi designer francês Guy Laroche, que leva a moda hippie para a alta costura.
Outro Movimento que marcou os anos 70 foi o Disco Glitter era o oposto do movimento Hippie, era também chamado de movimento glam, as pessoas iam para as discotecas, as mulheres eram muito trabalhadas, usava-se renda, bordados, a maquiagem começa a ser usada no final da década, e surge aqui o Lurex e as meias de brilho. Os visuais eram influenciados pelos líderes musicais do movimento “glam rock”, como Bryan Ferry and Roxy Music, David Bowie, Elton John, entre outros. Os jovens aderiram a excentricidade exagerada da época. E uma das maiores características dessa época foi a bota de cano alto e salto plataforma.
Um outro movimento marcante foi o movimento Black Power, os cabelos black power começam a ser valorizados, difundido pela militante negra norte-americana Angela Davis, a partir de 1971, contra o racismo nos EUA. E os negros passam a ser menos excluídos da sociedade.
Angela Davis

 Em meados desses anos 70, surge em Londres um movimento de jovens desempregados com o lema “No future” (Nenhum futuro). Eram os punks. 
O visual deles era composto por roupas rasgadas, jaquetas de couro preto, botas surradas, tachas, rebites, correntes e muito metal.
Alguns nomes que foram influentes nessa época: Caroline de Mônaco, Farrah Fawcett, Diane Keaton, Cher, e Leila Diniz, símbolo do feminismo, apareceu aos 7 meses de gravidez usando biquíni, em 1971, numa época em que as grávidas não mostravam a barriga.
Caroline de Mônaco
Farrah Fawcett
Diane Keaton
Cher
Leila Diniz
Alguns nomes que merecem destaque também são: Markito, um dos mais famosos estilistas brasileiros na era Disco, tinha técnica de alta costura e um apelo Hippie; Guilherme Guimarães e Dener, também eram estilistas brasileiros com técnicas de alta costura.
A excêntrica Zandra Rhodes insere o multiculturalismo nas roupas. Suas roupas eram de seda pura, leves e suaves.
O estilista Missoni tinha com marca registrada o tricô e o grafismo.
Hoje em dia usamos muitas referências dos anos 70, como o estilo Boho e Folk que tem muitas características do movimento hippie, além é claro, do estilo Hippie Chic, que como o próprio nome já diz, é baseado nos hippies de 1970. Vejam algumas releituras dessa época:
  
*Post escrito por mim, Lala Zeferino, com base nos meus estudos em livros, internet e nas aulas de História da Moda ministrada pela Professora Monica Mansur.

3 comentários em “O multiculturalismo dos anos 70

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